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O Brasil é o quinto maior produtor mundial de calçados, com mais de 5.300 fábricas espalhadas por 13 polos calçadistas em 6 estados. O setor emprega mais de 278 mil pessoas diretamente e produz cerca de 847 milhões de pares por ano.
Mas um dado que passa despercebido pela maioria dos gestores é que o principal insumo da colagem, a cola de contato, utiliza solventes com ponto de fulgor que pode chegar a -30°C. O alarme de incêndio para fábrica de calçados é a barreira entre uma faísca na linha de produção e um incêndio que consome o galpão inteiro em minutos.
A produção de calçados concentra três categorias de material combustível no mesmo ambiente: solventes inflamáveis nas colas e primers, materiais poliméricos nas solas e entressolas como EVA, PU e PVC, e grandes volumes de couro, tecido e papelão nas áreas de corte e embalagem.
A etapa de colagem é o ponto mais crítico. Os adesivos de contato à base de neopreno utilizam solventes orgânicos como n-hexano, tolueno, acetona e acetato de etila para dissolver a borracha sintética. Esses solventes evaporam rapidamente durante a aplicação, liberando vapores inflamáveis que se acumulam nas estações de trabalho.
Os pontos de fulgor dos solventes utilizados nas colas de calçados estão entre os mais baixos da indústria.
Todos esses solventes são classificados como líquidos inflamáveis, com ponto de fulgor bem abaixo dos 60°C da linha de corte regulatória. Na prática, a temperatura ambiente em qualquer fábrica brasileira é suficiente para que esses vapores sejam inflamáveis 100% do tempo.
Em maio de 2025, um incêndio destruiu completamente um galpão de 2.000 m² da fábrica ADDAN em Itapecerica, Minas Gerais. O local armazenava borracha para produção de palmilhas. Treze bombeiros, cinco viaturas e 20 brigadistas da empresa combateram as chamas por 13 horas, utilizando 200.000 litros de água. O prédio desabou e o fogo reacendeu na madrugada seguinte. A empresa possuía AVCB válido.
Em agosto de 2026, um incêndio em fábrica de calçados em Franca, São Paulo, começou quando um motor gerou faíscas que atingiram solventes próximos. Durante o combate, um recipiente de solvente explodiu e feriu um trabalhador nos olhos.
Em junho de 2026, uma máquina de injeção de EVA em fábrica de calçados de Frei Paulo, Sergipe, pegou fogo e as chamas se alastraram para estoques de resina e caixas de sapatos. A brigada interna controlou o fogo antes da chegada dos bombeiros.
Em outubro de 2025, um incêndio em fábrica de calçados no condomínio industrial do bairro Frei Ambrósio em Nova Serrana, Minas Gerais, destruiu uma máquina de injeção de plástico. O fogo foi controlado em 40 minutos com 1.800 litros de água.
O caso da ADDAN é emblemático: mesmo com AVCB válido, o galpão foi completamente destruído. O alarme de incêndio para fábrica de calçados com detecção nos primeiros segundos é o que faz a diferença entre um princípio de incêndio controlável e uma perda total.
Fábricas que manipulam solventes com ponto de fulgor abaixo de 60°C se enquadram na NR-20. A norma exige análise de riscos, distâncias de segurança, armazenamento específico para inflamáveis e treinamento de todos os trabalhadores envolvidos nas operações com solventes.
A NR-15, no Anexo 13, classifica a colagem com hidrocarbonetos aromáticos como tolueno e xilenos como atividade insalubre, reforçando a necessidade de ventilação adequada e redução da exposição ocupacional.
A NR-23 e a NBR 17240 regulam os sistemas de detecção e alarme de incêndio. O AVCB é obrigatório para a operação legal da fábrica. Mesmo com AVCB válido, a velocidade da detecção é o fator decisivo, como demonstrou o caso de Itapecerica.
Mais de 92% das fábricas de calçados no Brasil são micro e pequenas empresas. Em polos como Franca, Nova Serrana, Jaú e Birigui, centenas de fábricas operam em galpões de condomínios industriais com áreas que variam de 200 a 2.000 m².
Muitas dessas fábricas compartilham paredes com outros fabricantes, o que significa que um incêndio em uma unidade pode se propagar rapidamente para as vizinhas. O desafio é oferecer um sistema de detecção que caiba no orçamento de uma microempresa e que atenda às exigências do AVCB.
A tecnologia wireless elimina o custo de cabeamento, tornando o alarme de incêndio para fábrica de calçados acessível para operações de todos os portes.
Para entender como a detecção wireless funciona em ambientes com solventes, confira o conteúdo sobre proteção em oficinas mecânicas.
O sistema wireless da Wi-Fire distribui sensores por radiofrequência em todas as áreas da fábrica, desde a linha de colagem até o depósito de matéria-prima. A Central WF-300 gerencia até 120 endereços e identifica exatamente qual zona disparou o alarme.
Sensores termovelocimétricos protegem as estações de colagem e as áreas de armazenamento de solventes, onde vapores em suspensão poderiam disparar detectores de fumaça. Detectores fotoelétricos cobrem o estoque de couro, papelão e caixas, onde a fumaça visível é o primeiro sinal de combustão.
O alarme de incêndio para fábrica de calçados wireless permite instalação 70% mais rápida, sem interromper a produção e sem valas ou eletrodutos em áreas onde solventes são manipulados.
A Wi-Fire possui mais de 20 anos de experiência e mais de 1.000 projetos entregues, incluindo ambientes industriais com presença de inflamáveis.
O alarme de incêndio para fábrica de calçados da Wi-Fire atende às exigências da NR-23 e da NBR 17240 com a documentação necessária para o AVCB.
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Em polos como Nova Serrana e Franca, dezenas de fábricas operam dentro de condomínios industriais. Cada unidade manipula solventes em quantidades diferentes, armazena materiais distintos e possui processos próprios. O AVCB do condomínio precisa contemplar a soma de todos esses riscos.
O sistema wireless endereçável permite que cada unidade tenha seus sensores mapeados individualmente na central, facilitando a identificação do ponto exato de alarme em um condomínio com múltiplos ocupantes. Leia mais sobre como essa lógica funciona na prática.
Com mais de 5.300 fábricas espalhadas pelo Brasil, a indústria calçadista emprega centenas de milhares de pessoas em ambientes onde solventes com ponto de fulgor de até -30°C são utilizados diariamente. Os incêndios recentes em Minas Gerais, São Paulo e Sergipe provam que faíscas de máquinas e motores são suficientes para iniciar a combustão.
O alarme de incêndio para fábrica de calçados com tecnologia wireless oferece detecção adequada a cada setor, instalação sem parada de produção e custo acessível para operações de todos os portes.
Para acompanhar conteúdos sobre proteção contra incêndio em diferentes setores, acesse o blog da Wi-Fire.
Sim. As colas de contato utilizadas na indústria calçadista contêm solventes como n-hexano (ponto de fulgor -30°C) e tolueno (ponto de fulgor 4°C). A evaporação durante a aplicação libera vapores inflamáveis que podem entrar em combustão com qualquer fonte de ignição próxima.
Sensores termovelocimétricos são os mais adequados para estações de colagem, porque detectam variações de temperatura sem reagir aos vapores de solventes. Detectores de fumaça gerariam alarmes indevidos nesse ambiente.
Sim. A NR-23 exige medidas de proteção contra incêndio em todos os locais de trabalho, independentemente do porte. O AVCB é obrigatório para a operação legal. A tecnologia wireless torna o investimento acessível para micro e pequenas fábricas.
Sim. O sistema endereçável da Wi-Fire identifica exatamente qual sensor disparou o alarme, permitindo localizar o ponto de origem em um condomínio com múltiplos ocupantes. Cada unidade pode ter seus sensores mapeados individualmente na central.